Links úteis sobre a sociedade capitalista

Introdução

Os textos fazem referência a sociedade capitalista contemporânea, este blog foi criado com intenção de ajudar um pouco mais o leitor a entender como que é a sociedade capitalista.
O blog foi desenvolvido por estudandes do ensino médio do colégio Argumento Objetivo, com as instruções de um professor de filosofia e sociologia.

Criadores do blog: Nicolas Evaristo Araújo e Adriano França do Amaral

Nome do professor: Jorge Miklos

05 abril, 2009

Em busca de Profissões

Em busca de Profissões


Profissionalismo é uma exigência de conhecimentos técnicos de determinada profissão. Assim, profissional é o indivíduo que não é amador, que possui a qualificação necessária para desenvolver determinada função. Mas para adquirir esta qualificação foi necessário a este sujeito investimento de seu tempo, dinheiro, esforço, etc. Profissão é também um dos maiores conflitos dos jovens atualmente. Ou melhor, a escolha desta profissão. Chegado o momento do vestibular, é a última chance de definir o que pretende fazer em termos profissionais. Na maioria das vezes, confusos, decidem-se por aquilo que lhes parece promissor, afinal, os pais, em geral investiram muito para proporcionar-lhes a oportunidade de um futuro, senão brilhante, no mínimo confortável. Feita a escolha, poderão ficar tranqüilos pelo resto de suas vidas. Na realidade as profissões aparecem e desaparecem conforme as necessidades sociais. Um exemplo disso é que, quando do surgimento da sociedade capitalista - uma das maiores transformações por que já passou a história da humanidade - as profissões sofreram alterações consideráveis. Outro exemplo pode ser assistido hoje, profissões surgem, profissões desaparecem.Como toda e qualquer transformação em nível global, a sociedade capitalista traz consigo diferentes necessidades. Entre elas, a de profissionais diversos, que atendessem ao seu intuito, qual seja, o acúmulo cada vez maior de capital financeiro. Hoje não é diferente, vive-se um momento de intensas mudanças no que se refere aos tipos de profissionais. Os indivíduos integrantes daquele ou deste contexto empreendem verdadeira “corrida” rumo ao que lhes parece promissor do ponto de vista financeiro. Encantam-se com as possibilidades de ascensão – e desta vez não se trata de status como já aconteceu em diferentes momentos da história, mas trata-se de dinheiro propriamente que é a mola que impulsiona as sociedades atuais. Mas até quando será promissora a profissão escolhida? Acredita-se que até o momento em que seja necessária à sociedade em questão. Tal qual a sociedade capitalista, a sociedade do conhecimento ou sociedade da informação – algumas das formas como tem sido denominada a sociedade atual - faz as suas exigências próprias. A cada dia surge uma nova profissão, um novo profissional. Com isso criam-se outras r novas expectativas. Dado o fato de que as profissões mais “cobiçadas” até aqui tendem a perder espaço para as mais “promissoras”, passa-se, então, a investir na nova profissão. Assim, as profissões representam uma peculiaridade de cada momento histórico. Significa dizer que surgem com as necessidades sociais. Entre outras coisas, a extinção de determinadas profissões exprimem as exigências de nosso tempo. São, enfim, mudanças irreversíveis e necessárias diante das exigências desta realidade. Se em certo momento da sociedade houve profissionais que não existem mais, não será grande surpresa, diante do desenvolvimento tecnológico acelerado de hoje, daqui a alguns anos não tenhamos mais, por exemplo, profissionais como a empregada doméstica. Ela poderá ser substituída por um robô.

02 abril, 2009

O emprego e o trabalho

Emprego e Trabalho




A maioria das pessoas associa as palavras trabalho e emprego como se fossem a mesma coisa, não são. Apesar de estarem ligadas, essas palavras possuem significados diferentes. O trabalho é mais antigo que o emprego, o trabalho existe desde o momento que o homem começou a transformar a natureza e o ambiente ao seu redor, desde o momento que o homem começou a fazer utensílios e ferramentas. Por outro lado, o emprego é algo recente na história da humanidade. O emprego é um conceito que surgiu por volta da Revolução Industrial, é uma relação entre homens que vendem sua força de trabalho por algum valor, alguma remuneração, e homens que compram essa força de trabalho pagando algo em troca, algo como um salário.

Trabalho:

De acordo com a definição do Dicionário do Pensamento Social do Século XX, trabalho é o esforço humano dotado de um propósito e envolve a transformação da natureza através do dispêndio de capacidades físicas e mentais.

Emprego:

É a relação, estável, e mais ou menos duradoura, que existe entre quem organiza o trabalho e quem realiza o trabalho. É uma espécie de contrato no qual o possuidor dos meios de produção paga pelo trabalho de outros, que não são possuidores do meio de produção.

O trabalho através dos tempos

Ao longo da história da humanidade, variando com o nível cultural e com o estágio evolutivo de cada sociedade, o trabalho tem sido percebido de forma diferenciada. Como lembra Peter Drucker, o trabalho é tão antigo quanto o ser humano. No ocidente, a dignidade do trabalho foi falsamente louvada por muito tempo. O segundo texto grego mais antigo, cerca de cem anos mais novo que os poemas épicos de Homero, é um poema de Hesíodo (800 a.C.), intitulado "Os Trabalhos e os Dias", que canta o trabalho de um agricultor. Porém, tanto no ocidente como no oriente esses gestos de louvor eram puramente simbólicos. Nem Hesíodo, nem Virgílio, nem ninguém da época, estudou de fato o que um agricultor faz e, menos ainda, como faz. O trabalho não merecia a atenção de pessoas educadas, abastadas ou com autoridade. Trabalho era o que os escravos faziam. Mas o trabalho é mais do que um instrumento criador de riqueza (posição dos economistas clássicos). Além do valor intrínseco, serve também para expressar muito da essência do ser humano (o homo faber). O trabalho está intimamente relacionada à personalidade. (Quando dizemos que fulano é um carpinteiro, um médico ou um mecânico, estamos, de certa forma, definindo um ser a partir do trabalho que ele exerce).

No começo dos tempos, o trabalho era a luta constante para sobreviver (acepção bíblica). A necessidade de comer de se abrigar, etc. era que determinava a necessidade de trabalhar. O avanço da agricultura, de seus instrumentos e ferramentas trouxe progressos ao trabalho. O advento do arado representou uma das primeiras revoluções no mundo do trabalho. Mais tarde, a Revolução Industrial viria a afetar também não só o valor e as formas de trabalho, como sua organização e até o aparecimento de políticas sociais. A necessidade de organizar o trabalho, principalmente quando envolve muitas pessoas e ou muitos instrumentos e muitos processos, criou a idéia do "emprego". Nos tempos primitivos, da Babilônia, do Egito, de Israel, etc., havia o trabalho escravo e o trabalho livre; havia até o trabalho de artesãos e o trabalho de um rudimento de ciência, mas não havia o emprego, tal como nós o compreendemos atualmente.

Na Antiguidade, não existia a noção de emprego. A relação trabalhista que existia entre as pessoas era a relação escravizador-escravo. Podemos tomar as três civilizações mais influentes de sua época e que influenciaram o Ocidente com sociedades escravistas, a epípcia, a grega e a romana. Nessa época, todo o trabalho era feito por escravos. Havia artesãos, mas estes não tinham patrões definidos, tinham clientes que pagavam por seus serviços. Os artesãos poderiam ser comparados aos profissionais liberais de hoje, já que trabalhavam por conta própria sem ter patrões. Para os artesãos não existe a relação empregador-empregado, portanto não podemos falar que o artesão tinha um emprego, apesar de ter uma profissão.

Na Idade Média também não havia a noção de emprego. A relação trabalhista da época era a relação senhor-servo. A servidão é diferente da escavidão, já que os servos são ligeiramente mais livres que os escravos. Um servo podia sair das terras do senhor de terras e ir para onde quisesse, desde que não tivesse dívidas a pagar para o senhor de terras. Na servidão, o servo não trabalha para receber uma remuneração, mas para ter o direito de morar nas terras do seu senhor. Também não existe qualquer vínculo contratual entre os dois, mesmo porque senhor e servo eram analfabetos.

Na Idade Moderna as coisas começam a mudar. Nessa época, existiam várias empresas familiares que vendiam uma pequena produção artesanal, todos os membros da família trabalhavam juntos para vender produtos nos mercados; não podemos falar de emprego nesse caso. Além das empresas familiares, havia oficinas com muitos aprendizes que recebiam moradia e alimentação em troca e, ocasionalmente, alguns trocados. É por essa época que começa a se esboçar o conceito de emprego.

Com o advento da Revolução Industrial, êxodo rural, concentração dos meios de produção, a maior parte da população não tinha nem ferramentas para trabalhar como artesãos. Sendo assim, restava às pessoas oferecer seu trabalho como moeda de troca. É nessa época que a noção de emprego toma sua forma. O conceito de emprego é característico da Idade Contemporânea.

Discorremos sobre o trabalho e as relações trabalhistas tendo em vista os quatro períodos históricos, Idade Antiga, Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea para que ficasse visível a lógica da divisão da História em quatro períodos. Cada período histórico é marcado por uma organização sócio-político-econômico-cultural própria. Temos motivos para crer que esse fim de século XX é o início de um período de transição de onde passaremos da idade contemporânea para uma Idade pós-Contemporânea. As mudanças que vêm ocorrendo graças à tecnologia, principalmente a tecnologia da computação-telecomunicação, estão modificando as relações econômicas entre empresas, empregados, governos, países, línguas, culturas e sociedades. Essas mudanças parecem estar caminhando para uma situação tão diferente da existente no final da Segunda Guerra Mundial, que podemos dizer que um novo período da História está se esboçando.

Por quê estudar o Trabalho e o Emprego?

O trabalho é essencial para o funcionamento das sociedades. O trabalho é responsável pela produção de alimentos e outros produtos de consumo da sociedade. Sendo assim, sempre existirá o trabalho. O conceito, a classificação eo valor atribuído ao trabalho são sempre questões culturais. Cada sociedade cria um conceito próprio, divide o trabalho em certas categorias e atribui-lhe um determinado valor. Quando essas condições se alteram, o trabalho também se altera, seja pela forma como se realiza (manual, mecânico, elétrico, eletrônico, etc.), seja pelos instrumentos-padrão que utiliza e assim por diante. Da mesma forma, a sociedade e seus agentes também variam na forma como organizam, interpretam e valorizam o trabalho.

A forma como uma sociedade decide quem vai organizar o trabalho e quem o realizará; e a forma como o produto, a riqueza, produzida pelo trabalho é distribuída entre os membros da sociedade, determina as divisões de classes sociais. O trabalho é, talvez, o principal fator que determina a sociedade, suas estruturas e funcionamento; o inverso também é verdadeiro. Assim, enquanto existir uma sociedade, existirá trabalho, pois aquela não pode existir sem esta (o mesmo pode não ser verdadeiro em relação ao emprego).

Fica claro que compreender o trabalho e o emprego é importante em qualquer ocasião e época; mas é mais importante ainda entender o trabalho quando a sociedade está em um processo de mudança, de revolução; pois o trabalho certamente será influenciado e influenciará as mudanças e a sociedade. Faremos um estudo sobre o que está ocorrendo com o trabalho e os empregos nesta revolução, que, supomos, seja inevitável, que se se vislumbra com o advento da sociedade da informação.

28 março, 2009

A Educação na Sociedade





A Educação na Sociedade




A educação, expressa uma doutrina pedagógica, que se apoia na concepção do homem e sociedade.
O processo educacional emerge através da família, igreja, escola e comunidade.Fundamentalmente o homem necessita ser preparado para sua vida na sociedade. este processo é realizado pela família e também pelas escolas e universidades.
A ação exercida pelas gerações adultas sobre as que ainda não estão maduras para a vida social, tem por objetivo suscitar e desenvolver na criança determinados números de estados físicos, intelectuais e morais que dele reclamam, por um lado, a sociedade política em seu conjunto, e por outro, o meio especifico ao qual está destinado. A educação não é preparação nem conformidade. Educação é vida, é viver, é desenvolver, é crescer.

AS FUNÇÕES DO PROCESSO EDUCACIONAL:

Apesar das profundas diferenças que separam as correntes sociológicas que se ocuparam da questão, e que não podem ser ignoradas, existe entre elas um ponto de encontro: a educação constitui um processo de transmissão cultural no sentido amplo do termo (valores, normas, atitudes, experiências, imagens, representações) cuja função principal é a reprodução do sistema social.

12 março, 2009

Sociedade capitalista, trabalho, tempo livre e lazer


Sociedade capitalista, trabalho, tempo livre e lazer


O elemento fundamental do modo de produção capitalista, que teve seu impulso com a Revolução Industrial, é a mercadoria, tendo como objetivo principal o acúmulo de capital / lucro.
O homem a partir da implantação do modo de produção capitalista, passa a ser visto apenas como agente produtivo, e não mais como ser com sentimentos, desejos e necessidades próprias. Isto está causando uma profunda e radical transformação social e no modo de viver do homem.
Na sociedade tradicional, predominantemente rural, não havia uma separação entre as várias esferas da vida do homem. Os locais de trabalho ficavam próximos quando não se localizavam na própria moradia e a produção obedecia ao ciclo natural do tempo e ao ritmo do homem. O termo lazer não era caracterizado, mas era fundido de uma forma integral e linear do dia-dia das pessoas.
A introdução da maquinaria fez com que houvesse uma reestruturação na organização do processo produtivo, que conseqüentemente afetou a vida dos trabalhos de forma drástica e radical, inclusive o lazer do trabalhador. O homem segue hoje o tempo das máquinas. O tempo se tornou sinônimo de dinheiro.
Há dois tipos de trabalho: o concreto ou útil que é dirigido a um fim e o trabalho abstrato ou intelectual que é simplesmente um mero dispêndio de mão de obra. Esse último é uma verdadeira epidemia causado pelo capitalismo. A modernidade e a tecnologia, ao invés de contribuir com a qualidade de vida das pessoas, diminuindo seu tempo de trabalho, fazem com que o sujeito fique alienado à necessidade do salário, sendo que ele não possui ou nunca viu o próprio produto do seu trabalho. Este trabalho é totalmente fragmentado e na maioria das vazes é contra a vontade ou aptidões do sujeito, fazendo com que o trabalhador se torne ignorante e escravo dessa nova "natureza moderna".
Os prejuízos podem ser identificados na tendência massificadora das formas de preenchimento do tempo excedente, exercida pelo mercado, impondo ao homem uma pseudonecessidade por produtos e serviços diversos, inclusive no que tange aos seus momentos de lazer. Centrados na cultura do trabalho e do consumo, o trabalhador está convencido de que o lazer deve ser a "recompensa pelo trabalho" e de que seu tempo livre deva ser preenchido por um produto de consumo capaz de lhe proporcionar prazer imediato, felicidade, satisfação de desejos e auto realização.
Lazer na sociedade capitalista significa consumo e não descanso. Portanto, o não trabalho é também necessário para o sistema capitalista, para a sociedade do consumo.
O maior exemplo de como lazer virou sinônimo de consumo são os shoppings centers, um espaço destinado a "proporcionar momentos de lazer e diversão para toda a família", onde a pessoa pode encontrar tudo o que procura: alimentação, diversão, produtos e serviços. O único problema é que essas opções apenas podem ser usufruídas por uma pequena parcela da população que possui condições financeiras de pagar pelos serviços e produtos oferecidos.
Para a classe estudantil a situação não é diferente. O estudante se aliena aos estudos da mesma maneira com que o trabalhador se aliena ao trabalho. O lazer da maioria dos estudantes que vem de outras cidades, só se concretiza quando este vai para a casa de seus pais, ou seja, de três, duas ou até uma vez por semestre, durante as férias.
A maioria dos estudantes, principalmente os das universidades federais trabalham nas populares "bolsas exploração" nas universidades, fazendo trabalhos que muitas vezes não lhes dizem respeito e recebendo quase que uma esmola por isso.
Por isso, uma alternativa viável que está crescendo muito tanto no meio acadêmico quanto para os trabalhadores são as atividades naturais como trilhas, acampamentos, passeios de bicicleta e ir a praia, apesar de essa ser uma atividade ainda com fama de "elitista".

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